segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Estudo psicológico de um membro de raide

Baseado no modelo de Kübler-Ross e depois de alguns anos de pesquisa com amostragem de 25 por guilda, o Doutor Carl Sernhan, na revista cientifica "Tradechat Inside", propõe os estágios pelo qual as pessoas passam ao lidar com um grupo de raide. A proposta se aplica também, segundo o PhD, a grupos menores. Contudo aponta uma diferença significativa entre os grupos de 5, 10 e 25 pessoas. "Quanto menor o grupo, menor o comprometimento. Assim sendo os estágios são proporcionalmente 'mais marcantes' ao número de pessoas envolvidas. Quanto maior o grupo, maior o dano comportamental".


O modelo descrito pelo Doutor é, resumidamente, uma sequência comportamental "que pode ser facilmente observada" com a mudança de humor e capacidade de fala do paciente. "A própria fala fica prejudicada nos estágios finais, afetando a capacidade do indivíduo de viver em uma sociedade moderna. Minha pesquisa foi baseada no modelo de Kübler-Ross pois a experiência de uma raide é muito semelhante a constatação da perda eminente".

Abaixo, um resumo dos estágios

1 - Euforia: "OMG faço parte de um grupo de raid"
O indivíduo se sente aceito em um grupo, normalmente a elite de uma guilda. A euforia camufla e age como catalisador para os efeitos psicológicos que se seguem.

2 - Isolamento: "Preciso sair mais cedo hoje pq tenho raid"
O inicio do isolamento, alimentado pela euforia, leva o indivíduo a cada vez menos participar de assuntos sociais como festas, relacionamentos familiares, práticas esportivas, etc

3 - Raiva: "Aquele desgraçado podia ter se esforçado mais! @#$%"
Não mais se importando com seus interlocutores, o indivíduo desconta suas frustrações nos outros membros do grupo, que em um ciclo vicioso descontam suas próprias frustrações em outros membros formando um infinito de culpas e vítimas.

4 - Esforço: "Se eu me dedicar mais eu consigo!"
Reflete numa mudança de foco, internamente o indivíduo vai passar a priorizar o grupo de raide em todos os assuntos: Em eventos sociais (os poucos que ainda participar) ira tentar mudar o assunto sempre para aquele desafio da raide que não superou ainda, ou no trabalho/escola vai tentar ao máximo pesquisar sobre esse mesmo desafio. Quando for impedido ou incapaz disso se torna melancólico e inquieto.

5 - Depressão: "Vamos wipar mesmo, pra que me preocupar?"
A euforia já passou mas o compromisso com o grupo se torna um hábito, que mesmo frente a impossibilidade de prosseguir ainda tenta com um ar de derrotismo ou insatisfação plena. O esforço se torna uma obsessão e o isolamento é tão grande que provavelmente não mais tem o escape social, mesmo que queira.

6 - Pug: "Galera, estou fora do grupo, vou tentar com aquela outra guilda"
A ilusão que talvez com outro grupo seja capaz de conseguir superar o desafio, muitas vezes destruindo os unicos laços ainda existentes e se aventurando com um grupo social diferente é, internamente, uma fuga da realidade opressora em que o próprio individuo se colocou. O grupo novo em nada vai ser diferente do anterior e subconscientemente o indivíduo deseja meios de se sociabilizar diferentes do qual está inserido nesse momento.

O Doutor aponta ainda que somente pessoas que estão fora desses meios são capazes de identificar, e nem sempre o" indivíduo que raida é capaz de perceber os estágios pelo qual está passando". Uma forma simples de tentar ajudar aqueles que estão passando por esses problemas é tentar proporcionar, aos poucos, outros desafios no próprio jogo. "Existem outras formas de se divertir no jogo, e aos poucos o paciente vai percebendo o próprio comportamento destrutivo. O ideal é procurar ajuda de um especialista, mas quando os amigos e/ou familiares estão desesperados eu aconselho tentar propor ao indivíduo alienado  desafios (pois é isso que o move inicialmente em um grupo de raide) mais simples como 'coleção de pets' ou 'busca de achievments'. Aos poucos é provável que a pessoa por si só procure ajuda especializada ou consiga se inserir novamente num grupo socialmente ativo".

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