quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Poema: Saudades...

Os ventos pacientes e justos
Deram vozes a uma esquálida figura.
Sempre prestativa em seu posto
De receber, sorrindo, cada visitante.


Aventureiros de todos os tipos
Dos sujos aos dançantes.
Para sempre em pé comprando e vendendo
de conchas podres e pedaços de pano
atenta com seu olhar distante.

Não se senta não descança
Não sai de sua prisão sem grades
por vontade ou devoção.

Loira de olhos azuis são poucos aqueles que a percebem
Saindo do esgoto ou salvando o mundo
Todos ela observa, um tímido sorriso revela.

Mas por acaso a percebi e bem de perto pude ouvir
"O sol eterno nos guie"
E nesse momento entendi
Que ela por mim também sentia
Eu era o sol de seu mundo frio, e ela a o vento da minha vida.

Em Dalaran a aliança servia
Em meu coração ela era a senhoria.

Muitas foram as vezes, horas passei a seu lado
Sem grandes palavras, misterio em suas frases
A cada derrota sofrida
Em seu olhar distante o conforto sentia.

O tempo sempre passa, mesmo pra ela que nao envelhece
De Dalaran os portais tirados
Aventuras em outros continentes
Mas com ela minha pedra deixara
e para ele sempre voltava.

Em todas as minhas formas ela me reconhecia
Mas o destino é maroto, e pra horda me levou
Agora ao longe observo, sem jamais entrar
Magias poderosas a cercam, impedindo Tauren, goblin e troll

Para sempre vou me lembrar, de Isirami Fairwind

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